{"id":1444,"date":"2021-07-26T14:18:50","date_gmt":"2021-07-26T14:18:50","guid":{"rendered":"https:\/\/manuelpinhoconfined.com\/?p=1444"},"modified":"2021-08-02T19:04:20","modified_gmt":"2021-08-02T19:04:20","slug":"recordacoes-marcantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manuelpinhoconfined.com\/pt-pt\/recordacoes-marcantes\/","title":{"rendered":"Recorda\u00e7\u00f5es Marcantes"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 cerca de 1 ano, contactei algumas das pessoas que mais me marcaram no per\u00edodo em que exerci o cargo de ministro perguntando se aceitavam escrever um <strong>curto testemunho com recorda\u00e7\u00f5es sobre mim para publicar no livro que estava a escrever<\/strong>.<\/p>\n<p>Fiquei extremamente sensibilizado com a resposta e estou muito grato.<\/p>\n<p>O conjunto dos testemunhos faz parte do livro Confinado. Decidi incluir neste website 4 testemunhos que talvez tenham um significado especial pela sua carga emocional. De forma alguma tal significa que n\u00e3o d\u00ea a todos os testemunhos um enorme valor.<\/p>\n<p><strong>Minas de Aljustrel<\/strong>. A Comiss\u00e3o de trabalhadores, o sindicato dos mineiros e o autarca foram decisivos em resgatar um projecto respons\u00e1vel pelo bem estar de muitas fam\u00edlias de Aljustrel. No meu gabinete, vivi com os sindicalistas momentos dignos do filme O coura\u00e7ado Potenkine, mas no fim fic\u00e1mos verdadeiramente amigos.<\/p>\n<p><strong>Museu dos Coches<\/strong>. Foi um privilegio ter conhecido Paulo Mendes da Rocha, autor do projecto do Museu dos Coches, um gigante infelizmente falecido pouco tempo depois de escrever o seu testemunho, que muito me honra. Era uma pessoa verdadeiramente not\u00e1vel. N\u00e3o tinha escrit\u00f3rio, trabalhava a partir de casa e criou uma excelente equipa em Portugal. O seu nome foi-me indicado por Eduardo Souto Moura. Pedro Passos Coelho teve a gentileza de me convidar para a inaugura\u00e7\u00e3o do museu, durante a qual referiu simpaticamente a minha contribui\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, nessa altura eu estava na Australia a ensinar e n\u00e3o pude vir a Portugal.<\/p>\n<p><strong>Autoeuropa<\/strong>. Pouco tempo depois de eu tomar posse, recebi no meu gabinete o engenheiro Emilio Saenz, que me comunicou a inten\u00e7\u00e3o de encerrar a f\u00e1brica de Palmela. N\u00e3o aceitei a sua decis\u00e3o (tamb\u00e9m n\u00e3o tinha alternativa dado o ataque de f\u00faria de Jos\u00e9 Socrates quando lhe dei a not\u00edcia) e lancei o desafio de trabalharmos em conjunto, n\u00e3o s\u00f3 para manter a f\u00e1brica, mas tamb\u00e9m de trabalharmos com a Comiss\u00e3o de trabalhadores liderada por Ant\u00f3nio Chora com vista a trazer um novo modelo para Portugal. Confesso que me vieram as l\u00e1grimas aos olhos no dia em que soubemos que o sonho se tinha tornado realidade. Yes, we can.<\/p>\n<p><strong>Cer\u00e2mica Bordalo Pinheiro<\/strong>. Pelas regras do capitalismo cl\u00e1ssico, a cer\u00e2mica Bordalo Pinheiro j\u00e1 n\u00e3o existiria, a solu\u00e7\u00e3o encontrada implicou congregar muitas vontades. Carlos Elias, um jovem trabalhador da empresa, em que a sua fam\u00edlia tamb\u00e9m tinha trabalhado, teve um m\u00e9rito enorme e devemos todos estar-lhe gratos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1796 alignleft\" src=\"https:\/\/manuelpinhoconfined.com\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/minas.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"183\" \/>Sindicato dos Trabalhadores da Ind\u00fastria Mineira<\/h3>\n<p><strong>Foi um dia muito feliz, cheio de sorrisos e l\u00e1grimas.<\/strong><\/p>\n<p>Era crucial resistir!<\/p>\n<p>Passados alguns, poucos, meses (seis) da reabertura da Mina, ap\u00f3s muitos anos encerrada (desde 1993), no dia 13 de novembro de 2008, a not\u00edcia de que a Mina iria encerrar novamente cai que nem uma bomba na vila de Aljustrel, vila mineira desde a sua exist\u00eancia. E, mais uma vez, tal como no tempo da ditadura, \u00e9 ao Sindicato que todos recorrem. E sim, o sindicato, os trabalhadores e a popula\u00e7\u00e3o sentem de novo o desespero do encerramento do grande, e praticamente \u00fanico, empregador do concelho. A esperan\u00e7a de um futuro com melhores condi\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas para os trabalhadores e popula\u00e7\u00e3o e de desenvolvimento para o concelho desvaneceu nesse dia, como se todos estivessem \u201ca viver de novo o mesmo filme\u201d da d\u00e9cada de noventa.<\/p>\n<p>Nesse mesmo dia, inicia-se, novamente, um processo de luta do Sindicato, dos trabalhadores e da popula\u00e7\u00e3o. As desloca\u00e7\u00f5es a Lisboa da dire\u00e7\u00e3o do Sindicato, para reuni\u00f5es no Minist\u00e9rio da Economia em Lisboa, come\u00e7aram a ser regulares, ali\u00e1s, em determinada altura foram mesmo di\u00e1rias. No seio do Sindicato, tinha-se a no\u00e7\u00e3o de que era muito importante n\u00e3o desistir naquele momento, de que havia que manter a mina aberta, ap\u00f3s tantos anos de luta para voltar a ter a mina de volta \u00e0 sua atividade, depois de tantos anos a lutar para ter \u201ca mina de volta\u201d \u00e0 vila. Era crucial resistir!<\/p>\n<p>Foi uma luta muito dura, dias muito dif\u00edceis, a esperan\u00e7a a ficar menor entre a popula\u00e7\u00e3o e os trabalhadores, at\u00e9 que um dia \u00e9 finalmente anunciado que a mina tem nova empresa para ficar com a concess\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio. Tal como dizemos no seio do povo Mineiro, via se luz ao fundo do T\u00fanel. Foi um dia muito feliz, cheio de sorrisos e l\u00e1grimas. A esperan\u00e7a renasceu entre os trabalhadores e a popula\u00e7\u00e3o, que tinham a sua mina de volta.<\/p>\n<p>Apesar da incerteza, na altura, sobre a sua viabilidade, hoje est\u00e1 provado que era vi\u00e1vel, ali\u00e1s continua em labora\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao momento, garantindo muitos postos de trabalho para o concelho e concelhos vizinhos! Afinal o Sindicato, os trabalhadores e a popula\u00e7\u00e3o tinham raz\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>18\/09\/2020<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>\u00a0NELSON BRITO, presidente da C\u00e2mara Municipal de Aljustrel<\/h3>\n<p><strong>Ligado ao passado da nossa terra, mas principalmente a um presente de prosperidade e a um futuro que se perspetiva ainda com mais desenvolvimento<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Manuel Pinho fica ligado ao passado da nossa terra, mas principalmente a um presente de prosperidade e a um futuro que se perspetiva ainda com mais desenvolvimento.<\/p>\n<p>Recordo, com reconhecimento e estima, o papel que o ministro Manuel Pinho teve, em 2008, na viabiliza\u00e7\u00e3o da atividade mineira em Aljustrel, contribuindo, com empenho e energia, para garantir o futuro de uma atividade econ\u00f3mica muito relevante, a n\u00edvel local e regional, mas principalmente garantido a sustentabilidade de uma comunidade, a minha, que est\u00e1 historicamente dependente atividade mineira.<\/p>\n<p>Manuel Pinho fica ligado ao passado da nossa terra, mas principalmente a um presente de prosperidade e a um futuro que se perspetiva ainda com mais desenvolvimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1798 alignleft\" src=\"https:\/\/manuelpinhoconfined.com\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/paulo-mendes-da-rocha.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"183\" \/>PAULO MENDES DA ROCHA, arquiteto, galardoado com o Pr\u00e9mio Prietzker em 2006<\/h3>\n<p><strong>Este novo museu \u00e9 extraordin\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 um grande privil\u00e9gio poder, deste modo, lembrar para louvar a clareza da pol\u00edtica ent\u00e3o adotada pelo ministro Manuel Pinho.<\/p>\n<p>Nos anos 2000, o ministro da Economia congelou e destinou a verba necess\u00e1ria para a contrata\u00e7\u00e3o do projeto de constru\u00e7\u00e3o do novo Museu dos Coches na extraordin\u00e1ria cidade de Lisboa, na zona mais proeminente para visita\u00e7\u00e3o tur\u00edstica, entre a Torre de Bel\u00e9m, o Mosteiro dos Jer\u00f3nimos e a Pra\u00e7a das \u00cdndias Ocidentais!<\/p>\n<p>Foi assim que fui convidado para montar o projeto e organizar uma equipa de trabalho, onde ganhei amigos para sempre \u2013 Rui Furtado, Nuno Sampaio, Back Gordon&#8230;<\/p>\n<p>Este novo museu \u00e9 extraordin\u00e1rio pela sua cole\u00e7\u00e3o dos coches, um tesouro peculiar e in\u00e9dito, preservado e extremamente bem cuidado.<\/p>\n<p>\u00c9 uma grande alegria e honra lembrar e cumprimentar quem realizou tudo isso \u2013 o ministro Manuel Pinho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um forte abra\u00e7o amigo e muito respeitoso.<\/p>\n<p>Cumprimentos do<\/p>\n<p>Paulo Mendes da Rocha<\/p>\n<h3><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1800 alignleft\" src=\"https:\/\/manuelpinhoconfined.com\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/autoeuropa.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"183\" \/>H\u00c9LDER VIEIRA, colaborador na Volkswagen Autoeuropa desde 1994<\/h3>\n<p><strong>Se foi importante para a Autoeuropa?! Eu acho que foi\u2026<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre 2005 e 2009, Manuel Pinho exerceu a fun\u00e7\u00e3o de ministro da Economia no Governo ent\u00e3o liderado pelo Engenheiro Jos\u00e9 S\u00f3crates. Coincid\u00eancia ou n\u00e3o, foi neste per\u00edodo que se tomaram grandes decis\u00f5es na Autoeuropa em rela\u00e7\u00e3o a modelos produzidos, volume de produ\u00e7\u00e3o e uma clara inten\u00e7\u00e3o de manter todos os postos de trabalho na f\u00e1brica. Em finais de 2005, j\u00e1 Manuel Pinho se dirigia \u00e0 Alemanha para dialogar com o Presidente da VW, a fim de falar sobre a situa\u00e7\u00e3o da falta de acordo na f\u00e1brica sobre quest\u00f5es salariais entre os trabalhadores e a administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o da VW de produzir o VW Eos em Portugal foi tomada antes de Manuel Pinho como ministro da economia, o lan\u00e7amento deste modelo aconteceu em 2006 e nesse mesmo ano a VW anuncia mais um lan\u00e7amento na Autoeuropa, o Vw Scirocco, que teve o seu lan\u00e7amento no ver\u00e3o de 2008. Da\u00ed para a frente, a rela\u00e7\u00e3o entre Manuel Pinho, a Autoeuropa e os seus trabalhadores come\u00e7ou a ficar mais forte.<\/p>\n<p>Manuel Pinho percebeu rapidamente a import\u00e2ncia da Autoeuropa para a economia do nosso pa\u00eds e a partir da\u00ed tudo fez para manter a continuidade da nossa f\u00e1brica em Portugal.<\/p>\n<p>Em plena crise financeira, entre 2008 e 2009, Manuel Pinho teve uma participa\u00e7\u00e3o ativa no que diz respeito \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es entre os trabalhadores e a administra\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica. Com o seu discurso positivo e de esperan\u00e7a cativou todos e foi muitas vezes uma esp\u00e9cie de intermedi\u00e1rio nas conversa\u00e7\u00f5es. Criou uma rela\u00e7\u00e3o de proximidade com os trabalhadores, atrav\u00e9s do coordenador da Comiss\u00e3o de Trabalhadores (Ant\u00f3nio Chora). A VW anuncia a vinda de mais um modelo para a Autoeuropa (Novo Sharan). Mas, mesmo com este an\u00fancio, a vinda do novo Sharan esteve sempre em risco. Manuel Pinho deslocou-se v\u00e1rias vezes \u00e0 Alemanha at\u00e9 estar garantida a produ\u00e7\u00e3o do novo Sharan na Autoeuropa. Desde ent\u00e3o, a f\u00e1brica tem bases para fazer frente a qualquer obst\u00e1culo\u2026 discutiu-se muito para chegar a 130.000 carros por ano, hoje fazemos 250.000 carros ano e parece f\u00e1cil\u2026 Conheci Manuel Pinho em 2009 e vi na cara dele uma alegria enorme quando soube que eu era um trabalhador da Autoeuropa. Por isso, se me perguntarem se Manuel Pinho foi importante para a Autoeuropa, digo que sim\u2026 sem hesitar!<\/p>\n<h3><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1802 alignleft\" src=\"https:\/\/manuelpinhoconfined.com\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/bordalo-pinheiro.jpg\" alt=\"\" width=\"277\" height=\"182\" \/>CARLOS ELIAS, porta-voz da comiss\u00e3o de trabalhadores das Faian\u00e7as Art\u00edsticas Bordalo Pinheiro<\/h3>\n<p><strong>Promessa feita, promessa cumprida!<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao meu Amigo<\/p>\n<p>Sou um privilegiado. E um dos primeiros privil\u00e9gios foi ter conhecido algu\u00e9m que encontrou a melhor solu\u00e7\u00e3o para um problema que n\u00e3o era meu, nem dele, era nosso, era de todos aqueles que tinham dado o seu melhor em prol de uma empresa, afinal de um Pa\u00eds, que teve \u00e0 beira de ver fechar portas uma secular f\u00e1brica de cer\u00e2mica.<\/p>\n<p>Um dia, na minha qualidade e responsabilidade de porta voz da comiss\u00e3o de trabalhadores das Faian\u00e7as Art\u00edsticas Bordalo Pinheiro, tive oportunidade de dizer \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o social &#8212; hoje em dia, comunica\u00e7\u00e3o social numa sociedade em que cada vez mais estamos \u00f3rf\u00e3os dos valores b\u00e1sicos \u2013 que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil encontrar pessoas que desempenham ou desempenharam fun\u00e7\u00f5es nos mais altos cargos pol\u00edticos com o carisma e a humaniza\u00e7\u00e3o com que o meu amigo Manuel Pinho nos recebeu.<\/p>\n<p>Tive a honra e o gosto de partilhar consigo alguns momentos.<\/p>\n<p>Recordo a nossa primeira reuni\u00e3o, em pleno Minist\u00e9rio na Rua da Horta Seca no dia 21 de janeiro de 2009. Ouviu-me dizer o que sentia, a emo\u00e7\u00e3o quase me traiu quando lhe disse que era a quinta gera\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia que trabalhou naquela empresa, ao mesmo tempo que vi na sua express\u00e3o facial um enorme respeito pelo que lhe dizia.<\/p>\n<p>Senti naquele momento que estava na presen\u00e7a de um Homem s\u00e9rio e comprometido em contribuir positivamente para a solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o me enganei. O ent\u00e3o ministro deu a sua palavra e disse-me que iria fazer o melhor para a viabiliza\u00e7\u00e3o da empresa e para manter o emprego de todos os 172 funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Jamais se apagar\u00e1 na minha mem\u00f3ria o dia 31 de mar\u00e7o de 2009. Nesse dia, as instala\u00e7\u00f5es da empresa vestiram-se a rigor para receber o meu Amigo, a sua comitiva e o primeiro-ministro. Nesse dia, viria a ser anunciada a entrada ao comando da empresa do grupo Visabeira.<\/p>\n<p>Promessa feita, promessa cumprida!<\/p>\n<p>Outros momentos de cumplicidade se seguiram. Um lanche no seu gabinete aquando do anivers\u00e1rio da empresa, ou quando me honrou com um almo\u00e7o na sua resid\u00eancia, e at\u00e9 no jantar da sua despedida do Governo, que os seus assessores me honraram com o convite para estar presente. Mas afinal o que pode levar um homem que no momento desempenhava fun\u00e7\u00f5es de ministro e os seus assessores a convidarem um comum cidad\u00e3o, para estes minutos de recato?<\/p>\n<p>A sua humanidade.<\/p>\n<p>Por estes dias, diz-se com regularidade que a vida jamais ser\u00e1 como antes, n\u00e3o sei se ser\u00e1 bem assim, h\u00e1 coisas que continuam, h\u00e1 pessoas que passaram nas nossas vidas que nunca se diluem no tempo.<\/p>\n<p>Hoje a empresa labora, continua a produzir as mais belas pe\u00e7as da cer\u00e2mica art\u00edstica e n\u00e3o s\u00f3, e o meu amigo \u00e9 o principal respons\u00e1vel pela viabiliza\u00e7\u00e3o da secular f\u00e1brica.<\/p>\n<p>Amigo Manuel Pinho, passada uma d\u00e9cada da nossa cruzada muito bem-sucedida, sabe muito bem poder voltar a estar consigo e manifestar-lhe a minha profunda gratid\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 cerca de 1 ano, contactei algumas das pessoas que mais me marcaram no per\u00edodo em que exerci o cargo de ministro perguntando se aceitavam escrever um curto testemunho com recorda\u00e7\u00f5es sobre mim para publicar no livro que estava a escrever. 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